Você já sentiu que a medicina, muitas vezes, trata apenas o sintoma e esquece a pessoa por trás dele? Que os remédios silenciam a crise, mas o problema retorna semanas depois? Se essa é a sua percepção, saiba que a infectologia moderna caminha em outra direção. Eu, Dr. Daniel Prestes Infectologista, dedico minha prática justamente a esse novo olhar: um cuidado que integra prevenção, imunidade, microbiota e estilo de vida, sempre com escuta atenta e ciência de verdade.
Neste artigo, quero apresentar minha trajetória, minha visão sobre prevenção e o modelo de atendimento que construí ao longo dos anos. Meu objetivo é simples: mostrar que existe uma forma de cuidar da saúde infectológica que vai muito além de combater microrganismos. Trata-se de entender o equilíbrio do seu corpo como um todo.
Quem é o Dr. Daniel Prestes e qual a sua formação?
Minha jornada na infectologia começou em um dos lugares mais respeitados do país nessa área: o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, onde realizei minha residência médica. Poucos ambientes oferecem tanta densidade de casos complexos e aprendizado prático. Foi ali que compreendi, na prática diária, que cada infecção conta uma história sobre o organismo que a abriga.
Depois disso, aprofundei minha atuação com uma especialização em Infecções em Pacientes Imunocomprometidos e Transplantados pelo Hospital das Clínicas da FMUSP. Esse período foi decisivo para entender como o sistema imune funciona quando está fragilizado e como protegê-lo de forma inteligente.
Em seguida, tive a oportunidade de realizar um Fellowship em Pesquisa Clínica no Brigham and Women’s Hospital, ligado à Harvard Medical School, em Boston. Essa vivência internacional consolidou meu compromisso com a medicina baseada em evidências, ou seja, decisões clínicas fundamentadas em estudos sólidos e não em modismos passageiros.
Ao longo do tempo, complementei minha formação com estudos em medicina de precisão, análise de microbioma com foco na modulação intestinal e vacinação de populações especiais. Essa combinação me permite enxergar o paciente de maneira ampla, conectando áreas que, tradicionalmente, eram tratadas de forma isolada.
Onde o Dr. Daniel Prestes atua em São Paulo?
Atuo como infectologista em São Paulo, com atendimento em consultório na região da Vila Madalena, na Zona Oeste da cidade, próximo ao conhecido Beco do Batman. Além do atendimento presencial, ofereço consultas por telemedicina, o que amplia o acesso a pacientes de diferentes localidades e permite acompanhamento contínuo mesmo à distância.
Também integro o corpo clínico de hospitais de referência, entre eles o Hospital Sírio-Libanês, o Hospital Israelita Albert Einstein, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz e o Hospital Nove de Julho. Entre 2019 e 2023, período que incluiu o auge da pandemia de COVID-19, dirigi o Setor de Urgência e Emergências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, uma experiência que reforçou minha capacidade de tomar decisões rápidas em cenários de grande complexidade.
O que é a infectologia moderna e por que ela vai além dos antibióticos?
Durante muito tempo, a infectologia foi entendida como a especialidade que combate microrganismos. Essa visão, embora correta em parte, é incompleta. Hoje, sabemos que o organismo humano convive com trilhões de microrganismos que, longe de serem inimigos, são essenciais para a saúde. Esse conjunto é chamado de microbiota.
A infectologia moderna reconhece que a doença infecciosa raramente é apenas uma questão de “patógeno versus paciente”. Ela é, muitas vezes, o resultado de um desequilíbrio. Quando o corpo perde harmonia interna, seja por estresse crônico, alimentação inadequada, uso repetido de medicamentos ou baixa imunidade, ele se torna mais vulnerável a infecções recorrentes.
Por isso, minha abordagem não se limita a identificar o agente causador e prescrever um tratamento pontual. Eu procuro entender o contexto completo: como está o intestino do paciente, como está seu sistema imune, quais são seus hábitos e o que, de fato, mantém aquela infecção retornando. Essa é a diferença entre tratar a crise e tratar a causa.
Qual a relação entre microbiota intestinal e imunidade?
Esta é uma das perguntas mais importantes da medicina atual, e a resposta é fascinante. A maior parte das células de defesa do organismo está localizada no intestino. Isso significa que o intestino não é apenas um órgão digestivo, mas também um centro estratégico da imunidade.
A microbiota intestinal, formada por bactérias, fungos e outros microrganismos, atua em constante diálogo com o sistema imune. Quando esse ecossistema está equilibrado, ele contribui para a produção de substâncias protetoras, para o fortalecimento das barreiras naturais do corpo e para a regulação das respostas inflamatórias. Quando ocorre um desequilíbrio, condição conhecida como disbiose, essa proteção se enfraquece.
Estudos recentes publicados em periódicos científicos de referência demonstram que a disbiose está associada a diversas condições, incluindo infecções recorrentes de mucosa, alterações na resposta imunológica e sintomas digestivos persistentes. É justamente por isso que, na minha prática, a modulação intestinal ocupa um papel central. Cuidar do intestino é, em muitos casos, cuidar da imunidade.
Como o exame de microbioma pode ajudar no diagnóstico?
Uma das ferramentas que utilizo para compreender o equilíbrio interno do paciente é o sequenciamento genético da microbiota, incluindo o exame 16S e técnicas de metagenômica. Explicando de forma simples: esses exames permitem mapear quais microrganismos habitam o intestino e em quais proporções.
Com essas informações, é possível identificar padrões de disbiose e entender, por exemplo, por que uma pessoa apresenta infecção urinária de repetição, candidíase recorrente ou queixas persistentes como distensão abdominal e má digestão. Em alguns casos, esses sintomas apontam para quadros como o supercrescimento bacteriano do intestino delgado, conhecido pela sigla SIBO.
É importante deixar claro que nenhum exame substitui a avaliação clínica cuidadosa. O sequenciamento é uma peça valiosa dentro de um quebra-cabeça maior, que inclui a história do paciente, seus hábitos e sua condição imunológica. A tecnologia, na infectologia moderna, é aliada do raciocínio médico, nunca um substituto dele.
Por que infecções de repetição merecem uma investigação diferente?
Muitos pacientes chegam ao meu consultório frustrados com um ciclo que parece não ter fim: uma infecção surge, o antibiótico é iniciado, o quadro melhora e, semanas depois, tudo recomeça. Esse padrão de repetição é um sinal claro de que algo mais profundo precisa ser investigado.
Casos de infecção urinária de repetição, candidíase de repetição e outras infecções de mucosa frequentemente estão relacionados a fatores que vão além do microrganismo em si. A qualidade da microbiota, o estado da imunidade e até o estilo de vida influenciam diretamente essa recorrência.
Nesses casos, o uso repetido e desordenado de antibióticos pode, paradoxalmente, agravar o problema, pois desequilibra ainda mais a microbiota. Defendo sempre o uso racional de antibióticos: eles são medicamentos preciosos e salvam vidas, mas devem ser empregados com critério. Meu foco está em restaurar o equilíbrio do organismo, para que o próprio corpo recupere sua capacidade natural de se defender.
O que significa prevenção na visão do Dr. Daniel Prestes?
Para mim, prevenção não é apenas evitar doenças. É construir, de forma ativa, um organismo mais resiliente. Essa é a essência da minha visão inovadora sobre o tema. Em vez de esperar a doença aparecer para então reagir, proponho um trabalho contínuo de fortalecimento da saúde.
Essa abordagem preventiva se materializa de várias formas. Uma delas é o check-up infectológico e imunológico, um conjunto de avaliações que permite identificar vulnerabilidades antes que elas se transformem em problemas. Outra é a imunização avançada, com esquemas de vacinação personalizados, especialmente importantes para pacientes imunocomprometidos, transplantados ou em uso de medicamentos que reduzem a imunidade.
A prevenção também alcança quem busca desempenho e longevidade. Pessoas ativas, esportistas e indivíduos que valorizam a performance encontram na gestão da imunidade um diferencial concreto para manter o corpo em equilíbrio e reduzir episódios de adoecimento. Prevenir, nesse sentido, é investir em qualidade de vida.
Como funciona a prevenção combinada em saúde sexual?
A saúde sexual é um pilar importante da prevenção, e trato desse tema sempre com respeito, acolhimento e informação clara, sem qualquer tom de julgamento. A chamada prevenção combinada reúne diferentes estratégias para reduzir o risco de infecções sexualmente transmissíveis.
Entre essas estratégias estão a PrEP, que é a profilaxia utilizada antes da exposição ao HIV, e a PEP, a profilaxia empregada após uma possível exposição. Além disso, o uso de preservativos, a testagem regular e o acompanhamento médico contínuo compõem um cuidado integral. Atendo pessoas em diferentes momentos da vida, incluindo jovens no início da vida sexual, homens que fazem sexo com homens e casais que buscam esclarecimento e proteção.
O objetivo é oferecer orientação segura e baseada em evidências, permitindo que cada pessoa faça escolhas conscientes sobre sua saúde. A prevenção, aqui, caminha lado a lado com o respeito à individualidade de cada paciente.
Como é o modelo de atendimento do Dr. Daniel Prestes?
Gosto de me descrever como um “orquestrador clínico”. Essa expressão traduz bem o meu papel: assim como um maestro alinha diferentes instrumentos para que a música faça sentido, procuro garantir que todas as equipes e áreas envolvidas no cuidado do paciente estejam integradas em torno de um plano coeso.
Minhas consultas têm duração mínima de uma hora. Essa escolha não é por acaso. Acredito que a escuta verdadeira exige tempo. É durante esse diálogo aprofundado que consigo compreender o contexto clínico e imunológico completo, incluindo hábitos, histórico e estilo de vida. Nenhum antibiótico, por mais eficaz que seja, substitui a compreensão do indivíduo por trás da doença.
Ofereço acompanhamento presencial no consultório, atendimento online por telemedicina ou um modelo híbrido, conforme a necessidade de cada pessoa. Além disso, mantenho ampla disponibilidade para suporte contínuo, garantindo que o paciente não se sinta sozinho ao longo do tratamento. Esse cuidado humanizado é, para mim, tão importante quanto a precisão técnica.
A infectologia também pode ajudar escolas e instituições?
Sim, e essa é uma frente de atuação que considero especialmente relevante. Ambientes coletivos, como escolas, apresentam desafios próprios em relação à circulação de doenças infecciosas. Por isso, ofereço assessoria em saúde para instituições de ensino, auxiliando na implementação de protocolos de vigilância sanitária, comunicação e orientação.
Esse trabalho inclui apoio a pais, educadores e coordenadores pedagógicos, com informações objetivas e embasadas. O objetivo é criar ambientes mais seguros, com condutas claras diante de situações de risco e ações preventivas bem estruturadas. Palestras e materiais educativos também fazem parte dessa proposta, sempre com linguagem acessível e foco na proteção coletiva.
Por que confiar neste conteúdo?
Este artigo foi redigido com base nas diretrizes de Infectologia e Imunologia e revisado por mim, Dr. Daniel Prestes (CRM-SP 133703 / RQE 43924), garantindo que as informações sigam os protocolos mais recentes da medicina baseada em evidências. As bases científicas e a experiência que fundamentam este conteúdo incluem:
- Residência médica em Infectologia pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência nacional em doenças infecciosas.
- Especialização em Infecções em Pacientes Imunocomprometidos e Transplantados pelo Hospital das Clínicas da FMUSP.
- Fellowship em Pesquisa Clínica no Brigham and Women’s Hospital, vinculado à Harvard Medical School.
- Diretrizes da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e da Infectious Diseases Society of America (IDSA).
- Estudos recentes sobre microbiota intestinal, disbiose e imunidade publicados em periódicos científicos de referência.
- Experiência clínica em hospitais de excelência, como Sírio-Libanês, Albert Einstein, Alemão Oswaldo Cruz e Nove de Julho.
Perguntas frequentes sobre prevenção e infectologia moderna
Candidíase de repetição tem cura? Na maioria dos casos, é possível interromper o ciclo de repetição quando a investigação vai além da crise. Avaliar a microbiota, a imunidade e os fatores individuais permite construir um plano que reduz significativamente as recorrências.
Infecção urinária de repetição tem relação com o intestino? Sim. Diversos estudos apontam que o equilíbrio da microbiota influencia a suscetibilidade a infecções urinárias recorrentes. Por isso, a modulação intestinal pode fazer parte da estratégia de cuidado.
O que é disbiose? É o desequilíbrio da microbiota, ou seja, uma alteração na composição e na proporção dos microrganismos que habitam o corpo, especialmente o intestino. Esse desequilíbrio pode impactar a imunidade e favorecer sintomas digestivos e infecções.
Probióticos ajudam na imunidade? Determinadas cepas podem contribuir para o equilíbrio da microbiota e, indiretamente, para a resposta imune. No entanto, o uso deve ser individualizado e orientado por avaliação clínica, e não de forma genérica.
A consulta por telemedicina é confiável para infectologia? Sim. A telemedicina permite acompanhamento contínuo, orientação preventiva, interpretação de exames e ajustes de conduta com segurança, sendo uma opção valiosa para muitos pacientes.
Conclusão: prevenção com ciência e clareza
A infectologia moderna que pratico une três pilares: prevenção, imunidade e microbiota, sempre conectados ao estilo de vida de cada pessoa. Meu papel como orquestrador clínico é integrar conhecimento técnico, tecnologia e, acima de tudo, uma escuta verdadeira. Acredito que cuidar da saúde é entender o indivíduo por inteiro, e não apenas combater um sintoma isolado.
Se você busca um check-up infectológico completo, deseja fortalecer sua imunidade, investigar quadros recorrentes ou implementar protocolos de saúde em sua escola, será um prazer construir esse caminho ao seu lado. Agende sua consulta e vamos, juntos, cuidar da sua saúde com ciência, clareza e humanidade.