Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Dr. Daniel Prestes; Infectologista Vila Madalena; Infectologista Zona Oeste SP; Médico Infectologista Hospital Sírio-Libanês; Infectologista corpo clínico Albert Einstein; Infectologista perto do Beco do Batman; Infectologista Hospital Alemão Oswaldo Cruz; Infectologista Hospital Nove de Julho; Tratamento para SIBO e disbiose; Médico especialista em modulação intestinal; Microbiota e imunidade baixa; Candidíase de repetição tem cura?; Infecção urinária de repetição e intestino; Exames de metagenômica intestinal; Probióticos para imunidade; Tratamento de infecções recorrentes de mucosa; Onde fazer PrEP em São Paulo; Como funciona a PEP; Prevenção combinada ISTs; Médico infectologista LGBTQIA+ amigável; Check-up de doenças sexualmente transmissíveis; Prevenção de HIV e ISTs; Médico para imunidade baixa; Especialista em infecções recorrentes; Check-up infectológico completo; Vacinas para pacientes imunossuprimidos; Acompanhamento pós-transplante infectologia; Segunda opinião infectologia casos complexos; Vacinação de populações especiais; Médico infectologista particular SP; Consultoria sanitária para escolas; Protocolos de saúde em escolas; Palestras de saúde para pais e educadores; Vigilância sanitária em escolas

Infecções de Repetição e o Intestino: O tratamento para SIBO e Disbiose que devolve sua imunidade

Índice

Você sente que vive em um ciclo vicioso de doença e remédio? O cenário é comum e exaustivo: primeiro surge uma infecção urinária ou uma crise de candidíase. Você vai ao médico, recebe a prescrição de um antibiótico ou antifúngico, os sintomas melhoram por algumas semanas, mas logo retornam — muitas vezes, mais fortes do que antes.

E, paralelamente a isso, o seu sistema digestivo não vai bem. Você convive com um estufamento abdominal crônico (aquela sensação de barriga inchada ao final do dia), excesso de gases, ou alterna entre intestino preso e solto.

Se você se identificou com essa descrição, quero lhe dizer algo importante: isso não é coincidência e não é “apenas estresse”.

Como infectologista especializado em imunidade e microbiota, vejo diariamente pacientes que tratam essas condições como problemas separados, quando, na verdade, elas são faces da mesma moeda. Frequentemente, a chave para encerrar esse ciclo de sofrimento está no tratamento para SIBO e disbiose.

Neste artigo, explico como a saúde do seu intestino dita as regras da sua imunidade e como, no meu consultório na Vila Madalena, utilizamos a ciência de precisão para tratar a raiz do problema.

O Elo Perdido: A conexão entre Intestino e Imunidade

Para entender por que as infecções voltam, precisamos olhar para quem defende o seu corpo. Cerca de 70% a 80% das células do nosso sistema imunológico residem no intestino. Elas trabalham em parceria com trilhões de bactérias que formam a nossa microbiota intestinal.

Quando essa microbiota está equilibrada, ela funciona como um exército de elite, impedindo que patógenos (bactérias ruins, fungos e vírus) se multipliquem. Porém, o uso crônico de antibióticos, o estresse, a alimentação inflamatória e o uso de antiácidos podem causar a disbiose — o desequilíbrio dessa flora.

Na disbiose, as bactérias protetoras morrem e as oportunistas crescem. Isso enfraquece a barreira intestinal (o famoso “Leaky Gut” ou Intestino Permeável), permitindo que toxinas vazem para a corrente sanguínea e deixem o sistema imune sobrecarregado e confuso.

O resultado? Imunidade baixa. O corpo perde a capacidade de vigiar outras áreas, como a bexiga e a região genital, abrindo as portas para a infecção urinária de repetição e intestino desregulado.

SIBO: Quando o problema é o excesso no lugar errado

Um diagnóstico muito frequente em pacientes com queixas de “barriga estufada” é o SIBO (Small Intestinal Bacterial Overgrowth), ou Supercrescimento Bacteriano do Intestino Delgado.

O intestino delgado deveria ter poucas bactérias. Quando, por falha na motilidade ou na acidez estomacal, as bactérias do intestino grosso migram para cima (para o delgado), elas começam a fermentar os alimentos antes da hora. Isso gera muito gás, dor, distensão e má absorção de nutrientes.

Tratar uma candidíase ou cistite sem investigar se há um quadro de SIBO por trás é como secar o chão com a torneira aberta. Enquanto não corrigirmos o ambiente interno, a candidíase de repetição tem cura dificultada, pois o fungo Candida aproveita justamente esse ambiente desequilibrado para proliferar.

Metagenômica: A tecnologia a favor do diagnóstico

No modelo tradicional de medicina, o médico “chuta” qual é a bactéria e prescreve um remédio genérico. Na minha prática de Infectologia de Precisão, buscamos a certeza.

Utilizamos exames avançados, como a análise de metagenômica intestinal. Este teste faz um mapeamento genético completo das bactérias, fungos e vírus que habitam seu intestino. Com ele, não precisamos adivinhar; nós vemos:

  • Quais bactérias benéficas estão faltando?

  • Existem bactérias inflamatórias em excesso?

  • Como está a sua capacidade de produzir compostos anti-inflamatórios?

Com esse “mapa” em mãos, deixamos de tratar o paciente no escuro e passamos a atuar com alvos definidos.

Modulação Intestinal: Muito além do Probiótico

Muitos pacientes chegam ao consultório frustrados porque “já tomaram probióticos de farmácia” e não melhoraram (ou até pioraram, o que é comum no caso do SIBO).

Ser um médico especialista em modulação intestinal significa entender que existe uma ordem correta para o tratamento, que geralmente segue o protocolo “4R”:

  1. Remover: Eliminamos os patógenos e alimentos que inflamam (aqui, ocasionalmente, usamos antibióticos específicos e não absorvíveis, focados apenas no intestino).

  2. Recolocar: Ajustamos a digestão (enzimas, acidez estomacal).

  3. Reparar: Usamos nutrientes específicos (como glutamina e outros compostos) para fechar a barreira intestinal e parar a inflamação sistêmica.

  4. Reinocular: Só agora entram os prebióticos e probióticos personalizados para o seu tipo de flora.

Uma Consulta Diferente para um Resultado Diferente

Esse nível de investigação não pode ser feito em 15 minutos. Por isso, minhas consultas duram, no mínimo, uma hora.

Minha formação, que passa pelo Instituto Emílio Ribas e pela Harvard Medical School, me ensinou que casos complexos exigem escuta ativa. Preciso entender sua história desde a infância, seu uso prévio de antibióticos, sua alimentação e seu nível de estresse.

Se você mora em São Paulo, especialmente na região da Zona Oeste (Vila Madalena, Pinheiros), e está cansado de tratar apenas a infecção aguda para vê-la voltar no mês seguinte, convido você a mudar de estratégia.

É possível recuperar sua vitalidade, acabar com o estufamento e ter uma imunidade robusta. O caminho é tratar a causa, e não apenas a consequência.

Agende seu check-up infectológico e de microbiota. Vamos investigar a fundo e desenhar o plano de recuperação da sua saúde.

Dr. Daniel Prestes

Referência em Infecções em pacientes imunocomprometidos e gestão de casos complexos.